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Travessia Psicologia Carla Silva · CRP 06/210526

TDAH · avaliação em adultos

Avaliação de TDAH em adultos

Investigação completa de TDAH em quem chegou à vida adulta sem diagnóstico. Entrevista clínica, instrumentos validados, investigação de comorbidade e laudo escrito pra ser entendido. Presencial no Sumarezinho ou online.

Você leu alguma coisa sobre TDAH e a descrição bateu forte demais pra ser coincidência. Aí veio a dúvida seguinte, que é sempre a mesma: será que é isso mesmo, ou eu só quero uma desculpa?

Descobri meu TDAH na vida adulta. Sei o tamanho dessa dúvida, e sei que ela não se resolve com questionário de internet. Resolve com avaliação feita direito.

Sinais de TDAH que passam despercebidos no adulto

O TDAH adulto quase nunca se parece com a criança agitada do estereótipo. Ele aparece assim:

  • Começar muitas coisas com entusiasmo e terminar poucas
  • Perder o fio no meio de uma conversa ou de uma leitura, repetidamente
  • Adiar tarefa simples até virar urgência, mesmo sabendo o custo disso
  • Hiperfoco: horas seguidas no que interessa, paralisia no que não interessa
  • Sensação crônica de render abaixo do que você sabe que consegue
  • Inquietação interna, a dificuldade de simplesmente ficar parado
  • Reação desproporcional a crítica ou a rejeição
  • Histórico de ser chamado de preguiçoso ou desligado desde a escola

Nenhum item fecha diagnóstico sozinho, e todo mundo se reconhece em alguns. O que distingue TDAH é a intensidade, a presença desde a infância e o prejuízo real em mais de uma área da vida. Isso só se apura investigando.

Avaliação e diagnóstico não são a mesma coisa

Essa confusão custa dinheiro pra muita gente, então vou ser direta. A avaliação psicológica é o processo de investigação: entrevista, histórico, instrumentos, análise. O diagnóstico de TDAH é ato médico, feito por psiquiatra ou neurologista.

Na prática os dois trabalham juntos. A avaliação produz o documento técnico que sustenta a decisão médica, e sem ela o médico decide com muito menos informação. Se você já tem psiquiatra, o laudo vai direto pra ele. Se não tem, eu indico o caminho.

Como funciona o processo

Começa por uma entrevista clínica longa. Vamos até a infância, porque o critério diagnóstico exige sinal antes dos doze anos, e porque boletim escolar velho e memória de família costumam valer mais do que qualquer teste isolado.

Depois entram os instrumentos: escalas para sintomas de desatenção e hiperatividade, testes de atenção e de funções executivas, e o que mais o seu caso pedir. Uso apenas instrumentos aprovados pelo Satepsi, o sistema do Conselho Federal de Psicologia que define quais testes podem ser usados no Brasil.

Fecha com a devolutiva: uma sessão inteira em que eu explico o que encontrei, o que aquilo significa na sua vida concreta e o que dá pra fazer a partir dali. O laudo sai por escrito depois disso.

Quantas sessões e quanto custa

Varia com a complexidade do caso e com quantos instrumentos ele exige. Passa de uma sessão sempre: avaliação de TDAH que promete resultado em um encontro só deveria te deixar desconfiado.

Eu fecho o número de sessões e o valor total com você antes de começar, na primeira conversa. Sem orçamento que cresce no meio do caminho.

Por que eu investigo comorbidade junto

TDAH raramente vem sozinho no adulto, e essa é a parte que mais se erra. Avaliação que só procura TDAH encontra TDAH.

TDAH ou ansiedade?

Os dois produzem desatenção e inquietação, por isso se confundem tanto. A diferença costuma estar na história: na ansiedade a desatenção acompanha os períodos de preocupação, no TDAH ela está lá desde sempre, inclusive nas épocas tranquilas. E existe a combinação dos dois, que é comum: anos de TDAH não tratado produzem ansiedade por conta própria.

TDAH ou depressão?

Depressão também derruba concentração e motivação. O que ajuda a separar é o curso: o episódio depressivo tem começo, e antes dele havia outro funcionamento. O TDAH não tem esse "antes". Aqui também os dois podem coexistir, e frequentemente coexistem.

TDAH ou bipolaridade?

Esse diferencial é delicado e importante, porque o tratamento muda completamente. A impulsividade e a agitação do TDAH são constantes; as do transtorno bipolar vêm em episódios, com alteração de humor, de sono e de energia que duram dias ou semanas. Eu atendo os dois quadros, e por isso investigo os dois.

TDAH em mulheres

Muita mulher chega aqui depois dos trinta com a mesma frase: a vida inteira eu achei que era só comigo. O TDAH feminino costuma ser predominantemente desatento, sem a hiperatividade visível que faz professor reclamar. Então passa em branco na infância inteira.

O que aparece no lugar é esforço compensatório: listas, alarmes, trabalhar em dobro pra entregar o mesmo, e uma exaustão que ninguém enxerga. Costuma ser lido como ansiedade ou perfeccionismo, e tratado como se fosse só isso.

TDAH e relacionamentos

O TDAH não fica na mesa de trabalho. Ele aparece no esquecimento que o outro lê como desinteresse, na conversa interrompida, na tarefa doméstica que some da cabeça, na briga que escala rápido demais. Nomear isso muda a conversa dentro de casa, porque tira o debate do terreno do caráter.

TDAH e uso de substâncias

Essa ligação é conhecida na literatura e pouco falada no consultório: TDAH não tratado aumenta o risco de uso problemático de álcool e de outras drogas, muitas vezes como automedicação, pra desligar a cabeça ou pra conseguir foco.

Eu trabalho as duas coisas juntas, e essa é uma das razões de eu ter formação em Saúde Mental com ênfase em Dependência Química além da Neuropsicologia. Se for o seu caso, dá pra tratar junto em vez de escolher um dos dois.

Carla Silva em atendimento online, no consultório

Para quem

Faz sentido investigar TDAH quando você:

  • Se reconheceu em relatos de TDAH adulto e quer saber se procede de verdade
  • Carrega desde a escola a fama de desorganizado, distraído ou preguiçoso
  • Sente que rende bem abaixo da sua capacidade, sem entender por quê
  • Já trata ansiedade ou depressão há tempos e alguma coisa continua sem fechar
  • Precisa de laudo pra adaptação em faculdade, concurso ou trabalho
  • Vai começar acompanhamento psiquiátrico e quer chegar com informação técnica na mão
  • Descobriu TDAH em um filho e começou a reconhecer a própria história ali

Perguntas comuns

O que costumam me perguntar sobre isso

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Me manda mensagem contando o que te fez pensar em TDAH. Antes de você investir numa avaliação, a gente conversa pra ver se é esse mesmo o caminho.

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